E agora, o quê?

Não tarda e a conversinha fiada de golpe cairá no esquecimento. Talvez permaneça como nota de rodapé em publicações esquerdistas e na cabeça confusa dos defensores do petismo. A vida segue e o novo governo herdou desafios gigantescos da inepta ex-presidente. Seus atos receberão a atenção dos holofotes, e cada vez menos a opinião de dona Pinóquia será ouvida. Seu destino é o ostracismo, isso se não for engolida por questões policiais decorrentes das investigações da Lavajato.

E o líder fanfarrão e boquirroto? Continua na ativa, mas sua preocupação maior é não ser preso.  Nas horas vagas, prega para platéias adestradas, cada vez menores. Certamente arrependido pela desastrada escolha de sua sucessora, ensaia no discurso seu retorno como candidato em 2018. Para os que sofrem de lulofobia e o veem como permanente ameaça, um recado: acalmem-se. O Jararaca é inofensivo. Se daqui a 2 anos estiver com saúde e em liberdade, não terá votos. Também não terá tempo de TV, nem dinheiro para campanha, além de um telhado de vidro quase ilimitado e provavelmente uma condenação em primeira instância nas costas. Mas ele aparece com 20% nas pesquisas? Isso se chama ‘recall’. Lembremo-nos de que ele foi para o segundo turno em 1989 com 16%, é improvável que seu patamar eleitoral volte a esse nível. Mas para vencer uma eleição majoritária, é preciso muito mais que isso, e o nosso molusco é o campeão da rejeição.

Dois anos tanbém será tempo suficiente para que a população mais desinformada e dependente dos programas sociais descubra que os mesmos não são monopólio do petismo, como costumava alardear a propaganda enganosa movida a pixulecos.

Então quer dizer que o PT acabou? Sim. Com sua tradicional soberba, não admitiu que estava tomado por uma infecção gravíssima e ao invés se tratá-la e expurgá-la, adotou a atitude de negação e ignorou as evidências. O caso hoje não tem mais salvação. Preserva poucos sinais vitais ainda pela presença inconstante de seu líder supremo e quase dono, mas como foi escrito há pouco, ele tem muitos problemas de natureza policial para resolver e um capital político cada vez mais abalado. Hoje, seus candidatos a prefeito escondem a estrela e o vermelho. Estão com vergonha e receosos de que a exposição da ‘marca’ lhes tire votos. Quando o Jararaca sair de cena, e ele já não é um jovem saudável, quem será o grande timoneiro? A sigla carece de lideranças respeitáveis, seus maiores expoentes foram ou estão presos. Se isso não for o fim, levará a uma cisão.

E os black-bocks, que teimam em vandalizar as grandes cidades, defendendo uma causa difusa que sequer sabem explicar, utilizando a violência como meio de manifestação? A solução para esse problema seria bem simples e se chama cadeia. Mas como as autoridades normalmente são frouxas e tem medo da repercussão de um possível recrudescimento policial, talvez isso demore a ocorrer. Mas dura até o momento em que a população pacífica, a maioria esmagadora, começar a dar seu recado: ‘se vocês, governantes, não fizerem nada, serão desalojados de onde estão’. Afinal, é revoltante para o cidadão comum ver as cenas de depredação de patrimônio público e privado. Não existe a menor chance dos arruaceiros conquistarem apoio popular, esse movimento não tem força para se estender, também vai passar. Seria um ótimo exemplo que seus adeptos fossem enjaulados, processados e condenados, mas aí já é querer demais. Aqui é Brasil, terra da tolerância com pequenos e grandes delitos.

Infelizmente, para nosso infortúnio, nem tudo está passando. Brasília continua tomada por congressistas envolvidos em maracutaias, muitos deles na rede da Lavajato e a maioria provavelmente em condição de se reeleger em 2018. Sim, somos nós que empoderamos a corja, não vamos nos esquecer disso. Mesmo longe da capital federal, a situação não é mais alentadora. Olhem para o seu estado, para os candidatos a prefeito, por exemplo. Que tal, gostam do que estão vendo?

O STF dá sinais que não está à altura do momento de indignação da sociedade, com suas decisões erráticas e a morosidade insuportável. Não se surpreendam caso o ‘ Reino da Impunidade’ seja reestabelecido na semana que vem, quando a suprema corte revisar a decisão de que condenados em segunda instância já devem ir para prisão. Corruptos e advogados celebrarão alegremente. Os primeiros por que jamais voltarão a ser presos, os segundos por que manterão seus polpudos honorários decorrentes das chicanas infinitas.

O governo de plantão foi a base de sustentação da pior gestão da história do Brasil e abandonou o barco antes do naufrágio inevitável. Tem pouca credibilidade e dois anos para ao menos tentar colocar a economia em ordem. É o máximo que conseguirá fazer, uma vez que parte de seu tempo será dedicado à administração de crises. Ele passará, e bem rápido.

A verdade é que o Brasil se reencontrará com seu destino em 2018, quando então terá a oportunidade de não repetir suas más escolhas. Sob o regime presidencialista de coalizão em que vivemos, as chances de uma ruptura com o modelo atual são pequenas. Muitas reformas precisam ser encaminhadas, a política é uma delas. Talvez seja uma das mais difíceis, pois as peças estão confortavelmente acomodadas no tabuleiro e não devem legislar contra si.

A despetização do ambiente é uma alegria momentânea. O país precisa seguir em frente e no horizonte não há sinais de que exista uma renovação de lideranças capaz de efetivar transformações que melhorem o Brasil de maneira significativa e sustentável. Além do horizonte, quem sabe. A esperança ainda vive, mas a incerteza está entre nós.

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5 Comentários

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    Márcia

    4 de setembro de 2016 em 02:46

    Ribeirão Preto sacudindo a poeira….a era PT terminou e um dia depois das votações em Brasília, a PF entrou em ação com a operação Sevandija….a incerteza ainda vive, mas a esperança está entre nós!!!!

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    Márcia

    4 de setembro de 2016 em 02:46

    Ribeirão Preto sacudindo a poeira….a era PT terminou e um dia depois das votações em Brasília, a PF entrou em ação com a operação Sevandija….a incerteza ainda vive, mas a esperança está entre nós!!!!

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    Elaine Thomé de sSouza

    4 de setembro de 2016 em 22:10

    Espero em Deus que a era PT tenha saído de circulação.No RJ o problema é a prefeitura.Não suporto comunista como Jandira ,nem bolivariano como Freixo e Molin.O do prefeito é espancados de mulheres,Por esta razão como tenho 74 anos posso me abster de votar.

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      Victor

      5 de setembro de 2016 em 00:28

      Partido Novo, dona Elaine.

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    Cezar

    7 de setembro de 2016 em 18:35

    Ótimo texto como habitual. A esquerda sempre terá o sedutor discurso populista para ter massa de manobra e se pintarem de paladinos da bondade mas tem um ponto fraco: dependência de uma liderança carismatica. Vão tentar fazer de Lula uma espécie de Cristo! É importante demais vir à tona todas as suas tramóias e de sua família.

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