Minha retrospectiva da década

30 de dezembro de 2019 Por Victor

Os meus top dos anos 10 que terminam amanhã:

Futebol: o gol perdido de Diego Souza, do Vasco, nas quartas de final da Libertadores de 2012, contra o Corinthians, no Pacaembu. Eu estava lá, infiltrado na torcida adversária, e seria trucidado se acontecesse. Mas preferia que tivesse sido assim. Apanharia feliz. Escolho esse momento por que ele descreve o encontro de dois times, um que desceu a ladeira a partir dessa data e ainda não se recuperou, outro que subiu rumo ao topo, conquistando a Libertadores e na sequência o Mundial. Por pouquíssimos centímetros, o destino de ambos poderia ser o reverso do que foi. Para mim, esse foi um evento mais marcante que o inesquecível 7×1.

Time de futebol nacional: Corinthians de 2012. Afinal, foi campeão do mundo. Outros cacarejaram muito, mas no final só conseguiram o troféu ‘Jogamos de igual para igual’.

Time de futebol internacional: Real Madrid. Foram quatro mundiais. Só.

Seleção de futebol: Alemanha 2014. Dispensa comentários. Menção para o time feminino dos EUA de 2019, provavelmente o melhor da história na modalidade.

Jogador: Cristiano Ronaldo. Messi em segundo. Nâo há terceiro, nem quarto, nem quinto. Os dois estão muito acima dos demais, são extraterrestres.

Atleta: Usain Bolt, o humano mais rápido de todos os tempos.

Cinema: Gravidade, com Sandra Bullock
Deve aparecer em poucas listas, mas foi o mais impressionante para mim, assisti três vezes. Tecnicamente perfeito, com um realismo angustiante. Seguido de perto por Avatar.

Série: Game of Thrones. Conseguiu o feito de me fazer reservar as noites de Domingo para não perder seus episódios. Tenho a música de abertura em vários estilos em meu spotify. Foram algumas madrugadas insones, sem parar de assistir. Será que conseguem superá-la na próxima década? Menção honrosa para Breaking Bad.

Show: Cold Play, no Allianz Parque. Incomparável.

Música: sou incapaz de dizer qual eu mais gostei, mas sim de lembrar daquelas que mais me ‘atazanaram’ os ouvidos… Uma nacional: ‘Aí se eu te pego’, do Michel Teló, outra internacional e latina: ‘Despacito’…

Novela: Não sou de assistí-las, mas Avenida Brasil foi uma exceção. Acho que desde então nenhuma outra obteve tanta audiência.

Livro: foram vários marcantes, mas seleciono ‘Inferno’, o mais detalhado relato da segunda Guerra mundial, um dos meus temas favoritos.

Política nacional: o impeachment de Dilma Roussef, pois representou a derrocada de uma era, iniciada 13 anos antes simbolizando a esperança e terminada com seus protagonistas rejeitados pela população, responsáveis pela mais profunda recessão da história do Brasil e o maior escândalo de corrupcão de que se tem notícia. Alguns foram parar na cadeia.

Política internacional: a eleição de Donald Trump. Imponderável e surpreendente, para quem achava que os EUA eram um país previsível, Trump contrariou quase todos os especialistas que na véspera da eleição o davam como derrotado.

Menção honrosa da década: operação Lavajato e seus desdobramentos. É incontestável que mudou o Brasil para melhor, mostrando que é possível combater a corrupção por essas bandas tropicais.

Menção desonrosa da década: STF. Nem preciso explicar.

Cena marcante: o estádio de Medellín homenageando o time da Chapecoense, vítima de um acidente de avião.

A inovação da década: o smartphone. Revolucionou o nosso modo de vida, juntamente com todo aparato digital que o acompanha. Vivemos em outro planeta.

Viagem: Rodei bastante essa década, até pela China eu andei. A mais memorável foi para Patagônia, com suas paisagens exuberantes e caminhadas inesquecíveis.

Maior tristeza: a partida inesperada do meu pai, em 2011, que me tornou companheiro inseparável da saudade.

Maior alegria: Meus filhos. Há dez anos tinha apenas um guri, hoje são três (16, 9 e 8). Com eles também vieram a maior preocupação, a fábrica de ‘boletos’, incomparavelmente maior que na década passada.

Decisão mais importante: abandonar o ‘corporate life’ e empreender.

Dia mais importante: hoje.